Consumo e Estetização: A Geração Y e as novas formas de interpretação do espaço pelo jogo Pokémon Go

Anderson Horta, Rita Ribeiro

Resumo


O presente artigo aborda os comportamentos sociais e de consumo e as influências do design sobre um grupo de indivíduos da Geração Y em Belo Horizonte, Minas Gerais, durante o movimento promovido pelo jogo digital Pokémon Go que tomou as ruas das principais cidades do país e do mundo, mudando sua percepção do espaço urbano e configurando novos relacionamentos. Apoia-se na teoria da estetização da vida cotidiana de Featherstone (2007) à percepção e formas de interpretação do mundo em meio a contextos estetizados, especialmente pelo design, em articulação com a forma de análise dos significados dos objetos de Sudjic (2010), culminando no conceito de Lentes do Design. Entendendo que o design está intimamente atrelado a seu contexto de produção, circulação e absorção, tratando de aspectos culturais, comportamentais e momentos históricos, funcionando como espelho social (VERGANTI, 2012), essa ideia reforça a percepção do design como linguagem e demonstra que a comunicação, em questão, dá-se por manuseio de signos por parte do proponente, designer, que devem ser inteligíveis para o receptor, o consumidor, a fim de ser efetivada.  Assim, as análises teóricas e avaliações feitas sobre os dados obtidos durante coleta empírica, sugerem reafirmação dos conceitos abordados na literatura, como as características geracionais e tendências comportamentais do grupo estudado, mas aponta, também, para contraposições dentro do recorte proposto, a exemplo dos efeitos dos Mecanismos de Desencaixe de Giddens (2002).


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