A experimentação como espaço ambivalente de antecipação e proposição de controvérsias

Guilherme Englert Corrêa Meyer

Resumo


As reflexões sobre processo de design costumam apontar uma espécie de progressão do campo. É um quadro em que se supera uma dada compreensão e alcança-se outra mais qualificada, sucessivamente. Essa ideia de trajetória é aqui apresentada a partir de uma discussão sobre um modelo de determinismo técnico que parte a outro modelo de determinismos social. Tal movimento transitório é problematizado à luz de uma reflexão sobre o papel dos artefatos e sobre o papel do designer em meio às suas operações. Para tanto, reporta-se a conceitos do STS[1], confiando a eles a possibilidade de ampliar a discussão sobre o tema. Por fim, o artigo propõe a experimentação material, comum às atividades de prototipação, como forma de o designer lidar com o problema de dinâmica composta das controvérsias e tocar as possibilidades de transformar o mundo.  


[1] Science and Technology Studies


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