O corpo de Frankenstein e sua anatomia gráfico-textual

Marcos Namba Beccari

Resumo


Este artigo, de teor ensaístico, apresenta uma reflexão filosófica sobre o lugar do corpo no design gráfico. Adota-se o corpo de Frankenstein como analogia possível para se pensar o design gráfico enquanto meio “corpo-gráfico” privilegiado de leitura e reescrita do mundo. Para explorar conceitualmente uma tal anatomia, simultaneamente complexa e dispersa, começo por situar o campo discursivo a partir do qual palavras, imagens, corpos e livros não ocupam classes separadas; o viés pós-estruturalista é então explicitado. Argumento que a figura de Frankenstein refletia, no século XIX, um corpo que se abria a procedimentos de normalização e hibridação; em seguida, explico como tal processo coaduna-se com o da modernização da escrita, que diluía paulatinamente a aparente unidade essencial do livro impresso. Defendo, por fim, que a dispersão que caracteriza o corpo de Frankenstein é o que dá corpo ao gesto tipográfico.


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