Do Saber ao Fazer: Barreiras e Incentivos ao Design de Interiores para Sustentabilidade
DOI:
https://doi.org/10.35522/eed.v34i2.2420Palavras-chave:
Design de Interiores para Sustentabilidade, Barreiras e Fatores Facilitadores para Sustentabilidade, Lacuna Conhecimento-prática na Sustentabilidade.Resumo
Este estudo investiga barreiras e fatores facilitadores da adoção de práticas em prol da sustentabilidade no Design de Interiores, articulando revisão sistemática da literatura internacional (53 estudos 2015–2025) e levantamento com 49 profissionais atuantes em Belo Horizonte (MG). A revisão seguiu o protocolo PRISMA 2020, com síntese temática, e o estudo empírico utilizou questionário estruturado. Os resultados indicam cinco temas analíticos, relacionados a fatores econômicos, socioculturais, técnicos e de governança. As principais barreiras envolvem déficits educacionais, custos iniciais elevados, baixa disponibilidade de informações técnicas, ausência de políticas públicas específicas e poucos estímulos governamentais. Embora 95,9% dos respondentes reconheçam que maior sustentabilidade agrega valor aos projetos, apenas 30,6% relatam adoção em nível alto ou muito alto, evidenciando a lacuna conhecimento-prática.
Downloads
Referências
AJZEN, Icek. The theory of planned behavior. Organizational Behavior and Human Decision Processes, v. 50, n. 2, p. 179–211, 1991.
AKADIRI, Peter Olu. Understanding barriers affecting the adoption of sustainable building practices. Journal of Construction Engineering and Management, v. 141, n. 4, 2015.
AZEEM, S.; SALFI, M.; DOGAR, A. H. Barriers to sustainable construction in Pakistan. Journal of Green Building, v. 12, n. 3, p. 123–138, 2017.
BARBOSA, A. C. Q.; REZENDE, D. C. O design de interiores no Brasil: trajetória e desafios profissionais. Estudos em Design, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 45–60, 2020.
DARFOON, M.; CHAN, A. P. C. Barriers to the adoption of green building practices in developing countries: a review. Journal of Cleaner Production, v. 141, p. 738–751, 2017.
GEELS, Frank W. The multi-level perspective on sustainability transitions: responses to seven criticisms. Environmental Innovation and Societal Transitions, v. 1, n. 1, p. 24–40, 2011.
HASHEM, N.; ABBAS, R. Integrating sustainability in interior design education: Jordanian case study. International Journal of Sustainability in Higher Education, v. 22, n. 7, p. 1534–1552, 2021.
HAYLES, Caroline S. Environmentally sustainable interior design: a snapshot of current supply of and demand for green, sustainable or Fair Trade products for interior design practice. International Journal of Sustainable Built Environment, v. 4, n. 1, p. 100–108, 2015.
HEDGE, A.; DORSEY, J. A. Green buildings need good ergonomics. Ergonomics, v. 56, n. 3, p. 492–506, 2013.
INTERNATIONAL ENERGY AGENCY. Global Status Report for Buildings and Construction 2021. Paris: IEA, 2021.
KANG, M.; GUERIN, D. A. The state of environmentally sustainable interior design practice. American Journal of Environmental Sciences, v. 5, n. 2, p. 179–186, 2009.
KINEBER, A. F.; MOHSEN, M.; ALMATARNEH, R. Factors influencing the adoption of green building practices in Jordan’s interior design industry. Journal of Engineering and Applied Science, v. 70, n. 1, p. 45, 2023.
PAGE, M. J. et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ, v. 372, n. 71, 2021.
RASMUSSEN, K. B. Sustainable interior design education: barriers and opportunities. Journal of Interior Design, v. 37, n. 2, p. v–xiv, 2012.
ROGERS, E. M. Diffusion of innovations. 5. ed. New York: Free Press, 2003.
STEIG, K. The sustainability gap. Journal of Interior Design, v. 32, n. 1, p. vii–xi, 2006.
THOMAS, J.; HARDEN, A. Methods for the thematic synthesis of qualitative research in systematic reviews. BMC Medical Research Methodology, v. 8, n. 1, p. 45, 2008.
WINCHIP, S. M. Sustainable design for interior environments. New York: Fairchild Publications, 2007.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
