Para uma crítica do idealismo político no design
DOI:
https://doi.org/10.35522/eed.v34i2.2416Keywords:
Idealismo, Político, Tony Fry, Design.Abstract
Este artigo apresenta subsídios para uma crítica do idealismo político no design, tomando como referência a obra de Tony Fry e examinando-a a partir de concepções foucaultianas de discurso, dispositivo e biopolítica. Dividido em três partes – o exame da concepção temporal de Fry, seus fundamentos políticos e a articulação dessas dimensões na proposta do autor –, o artigo demonstra como o “Sustentamento” (Sustainment) funciona como um projeto político imperativo cujas soluções para as crises contemporâneas revelam fragilidades e perigos. Argumenta-se que tal projeto é idealista ao pressupor que a mudança das ideias precede a mudança material, e que sua base schmittiana, fundada na distinção amigo/inimigo, reduz a complexidade das crises atuais a um estado de exceção existencial que justifica soluções autoritárias. Ao final, o texto reafirma a importância política do design como campo de transformação da realidade por meio da articulação entre pensar e fazer, propondo uma perspectiva materialista que compreende a precedência da matéria sobre as ideias sem, no entanto, adotar um determinismo mecanicista, e defendendo que transformações ontológicas radicais exigem ações igualmente radicais nas estruturas políticas, econômicas e sociais.Downloads
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